Na epistemologia dos meus versos
concateno os paradoxos dos quais me fazem o que sou
eu qu sonhei e amei
que assim como todos passei pela vida sem a ter em minhas mãos
ah, que delícia da conciência da finitude
enquanto assisto um pequeno erro do ego humano...
Nostalgias da Cruz
assisto o espetáculo do Deus crucificado
e me delicio com o saboroso gosto do castigo.
Castigo para educar
persuadir
evitar.
Nada mais demasiadamente humano
e ao mesmo tempo divinamente humano!
sábado, 22 de maio de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
01-10-2010
Eu desmaterializo a realidade em forma de pensamento
Não invento, não modifico o real, aceito as coisas como elas são.
Talvez por ter consciência de que elas não dependem de min eu me dê por satisfeito
Quando se apagarem todos os vestígios da minha existência e o “eu” subjetivo não mais existir, as coisas continuarão a ser o que são. REAL.
O que há não tem nenhuma relação de dependência com o que sou
Porque o que sou é apenas como o que há se apresenta a min
E nessa dissonância do que há com o que sou é que me perco de imediato e não preencho essa lacuna.
Mas ao menos não transcendo, não tenho idéia de perfeição no sentido convencional da palavra.
A finitude sim, essa é perfeita.
O bom e o mau são perfeitos, exatamente por serem o que há.
E o bem e o mal são invenções, daqueles que negaram a beleza do sol e hipotetizaram um astro transcendental.
Eu não escolhi hipotetizar seres Supra-sensíveis.
Aceito as coisas como são
Não invento
Apenas desmaterializo o real em forma de pensamento!
Não invento, não modifico o real, aceito as coisas como elas são.
Talvez por ter consciência de que elas não dependem de min eu me dê por satisfeito
Quando se apagarem todos os vestígios da minha existência e o “eu” subjetivo não mais existir, as coisas continuarão a ser o que são. REAL.
O que há não tem nenhuma relação de dependência com o que sou
Porque o que sou é apenas como o que há se apresenta a min
E nessa dissonância do que há com o que sou é que me perco de imediato e não preencho essa lacuna.
Mas ao menos não transcendo, não tenho idéia de perfeição no sentido convencional da palavra.
A finitude sim, essa é perfeita.
O bom e o mau são perfeitos, exatamente por serem o que há.
E o bem e o mal são invenções, daqueles que negaram a beleza do sol e hipotetizaram um astro transcendental.
Eu não escolhi hipotetizar seres Supra-sensíveis.
Aceito as coisas como são
Não invento
Apenas desmaterializo o real em forma de pensamento!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
O Sono dos Deuses (com empatia)
Dormes à beira da calçada
Enquanto os vermes comem tua carne e vão de encontro às víceras
Se tens forme dorme
Quem sabe sonhas com um banquete à altura da tua fome
Defunto a qual as chagas putrefam às esperanças
E do qual a dor se assemelha a de um soldado da I grande guerra
Queres morfina? Não temos morfina!
Deixai teu corpo produzir o anestésico
Liberando de acordo com a dor que sentis
Mas dorme
Num sono não tão profundo quanto o do Deus que te deram
A única coisa que te deram no mundo
Dorme com o sono dos incontestados
Com a fome dos não saciados
E com a dor dos não encontrados
A tua única esperança é não acordar
Porque vivis às avessas
Pois a realidade é o teu pesadelo
E o teu maior sonho é não enlouquecer, quando não é um prato de comida.
Nas alucinações vê bichos que querem te comer
Mas te acalmes ainda não estas louco!
É que a dor e a fome trabalham em comunhão
A sugar os últimos instantes da tua vida
Dormes à beira da causada
Sujeito sem nome
Mas isso não é o pior
Nada é tão desumano quanto não ter rosto
Nem te lembras a última vez que te olharam nos olhos
Faz tempo, nem quem te olhou se lembra!
É que sem família e lar ninguém tem identidade
E sem terno somos todos invisíveis
Dorme defunto social
Dorme de encontro à morte
A sociedade te cobra isso
Mas não ficas a fazer entulho nas causadas
Por que amanhã tem outro
Enquanto os deuses dormem!
Enquanto os vermes comem tua carne e vão de encontro às víceras
Se tens forme dorme
Quem sabe sonhas com um banquete à altura da tua fome
Defunto a qual as chagas putrefam às esperanças
E do qual a dor se assemelha a de um soldado da I grande guerra
Queres morfina? Não temos morfina!
Deixai teu corpo produzir o anestésico
Liberando de acordo com a dor que sentis
Mas dorme
Num sono não tão profundo quanto o do Deus que te deram
A única coisa que te deram no mundo
Dorme com o sono dos incontestados
Com a fome dos não saciados
E com a dor dos não encontrados
A tua única esperança é não acordar
Porque vivis às avessas
Pois a realidade é o teu pesadelo
E o teu maior sonho é não enlouquecer, quando não é um prato de comida.
Nas alucinações vê bichos que querem te comer
Mas te acalmes ainda não estas louco!
É que a dor e a fome trabalham em comunhão
A sugar os últimos instantes da tua vida
Dormes à beira da causada
Sujeito sem nome
Mas isso não é o pior
Nada é tão desumano quanto não ter rosto
Nem te lembras a última vez que te olharam nos olhos
Faz tempo, nem quem te olhou se lembra!
É que sem família e lar ninguém tem identidade
E sem terno somos todos invisíveis
Dorme defunto social
Dorme de encontro à morte
A sociedade te cobra isso
Mas não ficas a fazer entulho nas causadas
Por que amanhã tem outro
Enquanto os deuses dormem!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Seção extraordinária
Parasitas camuflam sua realidade
Estou de frente á câmara dos vereadores
Lá dentro, vermes se contorcem num exercício dialético ilusório.
Apenas mais um dia
Discursos.
Eles, a elite de uma sociedade decadente.
Frutos do sujeito da consciência
E eu sou somente um poeta sem pátria
Sem valor
Sem voz
O que é a poesia para uma sociedade?
Não existe poesia numa sociedade
Porque a sociedade só existe no campo dos valores
Sejam estes; financeiros, morais ou pseudo éticos.
Estou de frente á câmara dos vereadores
Lá dentro, vermes se contorcem num exercício dialético ilusório.
Apenas mais um dia
Discursos.
Eles, a elite de uma sociedade decadente.
Frutos do sujeito da consciência
E eu sou somente um poeta sem pátria
Sem valor
Sem voz
O que é a poesia para uma sociedade?
Não existe poesia numa sociedade
Porque a sociedade só existe no campo dos valores
Sejam estes; financeiros, morais ou pseudo éticos.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Alethéia
O mar vermelho não é vermelho
e o pão de açucar não é doçe
a liberdade não é uma estatua
nem tem mortos no mar morto
Não tem paz na terra santa
veja que contradição!
pois de verdade e de mentira
assim caminha toda nasção
Os ESTADOS nunca foram UNIDOS
cada um com sua lei
a justiça nunca foi justa
não vai para o ceú quem é Gay
porto rico vive em miséria
e a cidade maravilhosa é uma favela
é que a verdade é uma mentira muito bem contada
e a razão uma loucura puramente disfarçada
e o pão de açucar não é doçe
a liberdade não é uma estatua
nem tem mortos no mar morto
Não tem paz na terra santa
veja que contradição!
pois de verdade e de mentira
assim caminha toda nasção
Os ESTADOS nunca foram UNIDOS
cada um com sua lei
a justiça nunca foi justa
não vai para o ceú quem é Gay
porto rico vive em miséria
e a cidade maravilhosa é uma favela
é que a verdade é uma mentira muito bem contada
e a razão uma loucura puramente disfarçada
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Carrego aqui comigo
Todos os sonhos do mundo
das pretenções mais grandiosas
às vontades displicentes de um inseguro
todas em medida de excesso
desejos acometidos de loucura
e sopros de sanidade matura
e é um desejo dívino
enquanto falsos seres abitam em minha vida
eu asceno da minha janela, enquanto acisto a dança cosmicade Xiva.
Todos os sonhos do mundo
das pretenções mais grandiosas
às vontades displicentes de um inseguro
todas em medida de excesso
desejos acometidos de loucura
e sopros de sanidade matura
e é um desejo dívino
enquanto falsos seres abitam em minha vida
eu asceno da minha janela, enquanto acisto a dança cosmicade Xiva.
Causa e efeito
Medo crescendo sozinho é o frio sombrio que invade o meu ser
Carnifiçina geral controlada de uma mente macabra que me faz sofrer
Vento soprado sinistro é o fogo é o mito que me faz tremer
Vida inspiro e suspiro um instinto infinito do mais bem querer
Morte uma fiel certeza é dor é beleza faz todos temer
Sangue artéria aberta jorrando com pressa esvazia o viver
Grito de dor e pavor mais não sou ator minha dor todos vê
Faço presente o infinito sei é subjetivo não é me enalteçer
Amo o sombrio e infinito desejo antigo de conheçer
Tudo entre o céu e a terra, entre a bela e a fera é meu jeito de ser...
Carnifiçina geral controlada de uma mente macabra que me faz sofrer
Vento soprado sinistro é o fogo é o mito que me faz tremer
Vida inspiro e suspiro um instinto infinito do mais bem querer
Morte uma fiel certeza é dor é beleza faz todos temer
Sangue artéria aberta jorrando com pressa esvazia o viver
Grito de dor e pavor mais não sou ator minha dor todos vê
Faço presente o infinito sei é subjetivo não é me enalteçer
Amo o sombrio e infinito desejo antigo de conheçer
Tudo entre o céu e a terra, entre a bela e a fera é meu jeito de ser...
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