Dormes à beira da calçada
Enquanto os vermes comem tua carne e vão de encontro às víceras
Se tens forme dorme
Quem sabe sonhas com um banquete à altura da tua fome
Defunto a qual as chagas putrefam às esperanças
E do qual a dor se assemelha a de um soldado da I grande guerra
Queres morfina? Não temos morfina!
Deixai teu corpo produzir o anestésico
Liberando de acordo com a dor que sentis
Mas dorme
Num sono não tão profundo quanto o do Deus que te deram
A única coisa que te deram no mundo
Dorme com o sono dos incontestados
Com a fome dos não saciados
E com a dor dos não encontrados
A tua única esperança é não acordar
Porque vivis às avessas
Pois a realidade é o teu pesadelo
E o teu maior sonho é não enlouquecer, quando não é um prato de comida.
Nas alucinações vê bichos que querem te comer
Mas te acalmes ainda não estas louco!
É que a dor e a fome trabalham em comunhão
A sugar os últimos instantes da tua vida
Dormes à beira da causada
Sujeito sem nome
Mas isso não é o pior
Nada é tão desumano quanto não ter rosto
Nem te lembras a última vez que te olharam nos olhos
Faz tempo, nem quem te olhou se lembra!
É que sem família e lar ninguém tem identidade
E sem terno somos todos invisíveis
Dorme defunto social
Dorme de encontro à morte
A sociedade te cobra isso
Mas não ficas a fazer entulho nas causadas
Por que amanhã tem outro
Enquanto os deuses dormem!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Seção extraordinária
Parasitas camuflam sua realidade
Estou de frente á câmara dos vereadores
Lá dentro, vermes se contorcem num exercício dialético ilusório.
Apenas mais um dia
Discursos.
Eles, a elite de uma sociedade decadente.
Frutos do sujeito da consciência
E eu sou somente um poeta sem pátria
Sem valor
Sem voz
O que é a poesia para uma sociedade?
Não existe poesia numa sociedade
Porque a sociedade só existe no campo dos valores
Sejam estes; financeiros, morais ou pseudo éticos.
Estou de frente á câmara dos vereadores
Lá dentro, vermes se contorcem num exercício dialético ilusório.
Apenas mais um dia
Discursos.
Eles, a elite de uma sociedade decadente.
Frutos do sujeito da consciência
E eu sou somente um poeta sem pátria
Sem valor
Sem voz
O que é a poesia para uma sociedade?
Não existe poesia numa sociedade
Porque a sociedade só existe no campo dos valores
Sejam estes; financeiros, morais ou pseudo éticos.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Alethéia
O mar vermelho não é vermelho
e o pão de açucar não é doçe
a liberdade não é uma estatua
nem tem mortos no mar morto
Não tem paz na terra santa
veja que contradição!
pois de verdade e de mentira
assim caminha toda nasção
Os ESTADOS nunca foram UNIDOS
cada um com sua lei
a justiça nunca foi justa
não vai para o ceú quem é Gay
porto rico vive em miséria
e a cidade maravilhosa é uma favela
é que a verdade é uma mentira muito bem contada
e a razão uma loucura puramente disfarçada
e o pão de açucar não é doçe
a liberdade não é uma estatua
nem tem mortos no mar morto
Não tem paz na terra santa
veja que contradição!
pois de verdade e de mentira
assim caminha toda nasção
Os ESTADOS nunca foram UNIDOS
cada um com sua lei
a justiça nunca foi justa
não vai para o ceú quem é Gay
porto rico vive em miséria
e a cidade maravilhosa é uma favela
é que a verdade é uma mentira muito bem contada
e a razão uma loucura puramente disfarçada
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Carrego aqui comigo
Todos os sonhos do mundo
das pretenções mais grandiosas
às vontades displicentes de um inseguro
todas em medida de excesso
desejos acometidos de loucura
e sopros de sanidade matura
e é um desejo dívino
enquanto falsos seres abitam em minha vida
eu asceno da minha janela, enquanto acisto a dança cosmicade Xiva.
Todos os sonhos do mundo
das pretenções mais grandiosas
às vontades displicentes de um inseguro
todas em medida de excesso
desejos acometidos de loucura
e sopros de sanidade matura
e é um desejo dívino
enquanto falsos seres abitam em minha vida
eu asceno da minha janela, enquanto acisto a dança cosmicade Xiva.
Causa e efeito
Medo crescendo sozinho é o frio sombrio que invade o meu ser
Carnifiçina geral controlada de uma mente macabra que me faz sofrer
Vento soprado sinistro é o fogo é o mito que me faz tremer
Vida inspiro e suspiro um instinto infinito do mais bem querer
Morte uma fiel certeza é dor é beleza faz todos temer
Sangue artéria aberta jorrando com pressa esvazia o viver
Grito de dor e pavor mais não sou ator minha dor todos vê
Faço presente o infinito sei é subjetivo não é me enalteçer
Amo o sombrio e infinito desejo antigo de conheçer
Tudo entre o céu e a terra, entre a bela e a fera é meu jeito de ser...
Carnifiçina geral controlada de uma mente macabra que me faz sofrer
Vento soprado sinistro é o fogo é o mito que me faz tremer
Vida inspiro e suspiro um instinto infinito do mais bem querer
Morte uma fiel certeza é dor é beleza faz todos temer
Sangue artéria aberta jorrando com pressa esvazia o viver
Grito de dor e pavor mais não sou ator minha dor todos vê
Faço presente o infinito sei é subjetivo não é me enalteçer
Amo o sombrio e infinito desejo antigo de conheçer
Tudo entre o céu e a terra, entre a bela e a fera é meu jeito de ser...
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
do sorriso inerente
Eu sorri
Mesmo quando o mundo me mandou chorar
Alguns dos meus atos que muitos julgaram insanos
Julgo tê-los feito na mais pura sanidade
E eu parei
Quando o mundo me mandou correr e não olhar para traz
Parei e refleti sobre o que havia feito e o que não deverei deixar de fazer
E eu chorei
Não quando o mundo me mandou
Mas quando tive vontade
Chorei por motivos que fazem os outros rir
Como pelo bêbado desequilibrado e sem família a cair pelas causadas
Como pelo louco que corre em disparada anunciando o fim do mundo e se choca frente ao carro
Sorri, parei, chorei e menti
Pois havia inventado uma vida inexistente
Eu, mais uma marionete.
Tentando quebrar as cordas do ventríloquo
Tentando sorrir, parar, chorar e o que mais me venha de vontade sozinho...
Mesmo quando o mundo me mandou chorar
Alguns dos meus atos que muitos julgaram insanos
Julgo tê-los feito na mais pura sanidade
E eu parei
Quando o mundo me mandou correr e não olhar para traz
Parei e refleti sobre o que havia feito e o que não deverei deixar de fazer
E eu chorei
Não quando o mundo me mandou
Mas quando tive vontade
Chorei por motivos que fazem os outros rir
Como pelo bêbado desequilibrado e sem família a cair pelas causadas
Como pelo louco que corre em disparada anunciando o fim do mundo e se choca frente ao carro
Sorri, parei, chorei e menti
Pois havia inventado uma vida inexistente
Eu, mais uma marionete.
Tentando quebrar as cordas do ventríloquo
Tentando sorrir, parar, chorar e o que mais me venha de vontade sozinho...
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
UM SOPRO PARA A VIDA OU UM LAPSO DE MEMÓRIA PARA O INCONÇIÊNTE
UM SOPRO PARA A VIDA
OU UM LAPSO DE MEMÓRIA PARA O INCONÇIÊNTE
A vida
O perfeito equilíbrio entre forças Opostas
Nem para mais, nem para menos
Não é um sonho de fim de sono, nem em tempo exato
Não é a soma do tempo, mas sim a exatidão do momento
Tudo que se vive permaneçe no ser
Não existe passado ou futuro, somente o presente,
a vida é o breve intervalo no tempo.
Longe de pretensões lógicas
Longe de pretensões morais
Por que a vida é imoral quando se ousa prolonga-la.
Não se vive pouco ou muito
Somente o necessário
O momento perfeito, vivído por um ser imperfeito,
o momento sublime, sonhado pelos deuses que nunca terão
E eis que há aqui o encontro entre Deus e a vida.
Não são os homens que invejam a eternidade de Deus
Deus que inveja a Vida-Momento dos homens
A certeza da morte é tão intensa quanto a de que exista
alguma força a rejer o universo.
Negamos até o último instante
Negamos haver morte até sermos tocados pelo beijo frio
Negamos haver qualquer coisa que fuja ao nosso controle.
OU UM LAPSO DE MEMÓRIA PARA O INCONÇIÊNTE
A vida
O perfeito equilíbrio entre forças Opostas
Nem para mais, nem para menos
Não é um sonho de fim de sono, nem em tempo exato
Não é a soma do tempo, mas sim a exatidão do momento
Tudo que se vive permaneçe no ser
Não existe passado ou futuro, somente o presente,
a vida é o breve intervalo no tempo.
Longe de pretensões lógicas
Longe de pretensões morais
Por que a vida é imoral quando se ousa prolonga-la.
Não se vive pouco ou muito
Somente o necessário
O momento perfeito, vivído por um ser imperfeito,
o momento sublime, sonhado pelos deuses que nunca terão
E eis que há aqui o encontro entre Deus e a vida.
Não são os homens que invejam a eternidade de Deus
Deus que inveja a Vida-Momento dos homens
A certeza da morte é tão intensa quanto a de que exista
alguma força a rejer o universo.
Negamos até o último instante
Negamos haver morte até sermos tocados pelo beijo frio
Negamos haver qualquer coisa que fuja ao nosso controle.
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