UM SOPRO PARA A VIDA
OU UM LAPSO DE MEMÓRIA PARA O INCONÇIÊNTE
A vida
O perfeito equilíbrio entre forças Opostas
Nem para mais, nem para menos
Não é um sonho de fim de sono, nem em tempo exato
Não é a soma do tempo, mas sim a exatidão do momento
Tudo que se vive permaneçe no ser
Não existe passado ou futuro, somente o presente,
a vida é o breve intervalo no tempo.
Longe de pretensões lógicas
Longe de pretensões morais
Por que a vida é imoral quando se ousa prolonga-la.
Não se vive pouco ou muito
Somente o necessário
O momento perfeito, vivído por um ser imperfeito,
o momento sublime, sonhado pelos deuses que nunca terão
E eis que há aqui o encontro entre Deus e a vida.
Não são os homens que invejam a eternidade de Deus
Deus que inveja a Vida-Momento dos homens
A certeza da morte é tão intensa quanto a de que exista
alguma força a rejer o universo.
Negamos até o último instante
Negamos haver morte até sermos tocados pelo beijo frio
Negamos haver qualquer coisa que fuja ao nosso controle.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
24/01/09
24/01/09
Não, não pertenço a nada.
Não estive em lugar algum
Sou antes a ânsia de nunca ter tido
Um porto com cais e ancora
Porque aqui não habitam Naus
E não há rios do tamanho do oceano
Nem nada que flutue comigo
Porque sou muito pesado
Por que levo o peso do mundo há minhas costas
E enquanto aqui estiver
Algo sempre me puxará para o chão
Como uma fruta saborosa
A qual ninguém nunca provou
Há qual o tempo fez-se envelhecer
E a gravidade a suga para a realidade
Somos bactérias comendo bactérias
Somos evoluídos? Talvez!
Mas em que sentido?
E se eu estivesse a procurar um cais
Sinto que ele estaria sempre no horizonte
Na eterna linha do horizonte
Por que a gravidade me suga para a realidade
E se a realidade não for como para cada um ela se apresenta como seria?
Não, não pertenço a nada.
Não estive em lugar algum
Porque a memória dos meus dias se apagará
E eu
Estarei para o mundo
Come ele (o mundo) está para o irreal...
Não, não pertenço a nada.
Não estive em lugar algum
Sou antes a ânsia de nunca ter tido
Um porto com cais e ancora
Porque aqui não habitam Naus
E não há rios do tamanho do oceano
Nem nada que flutue comigo
Porque sou muito pesado
Por que levo o peso do mundo há minhas costas
E enquanto aqui estiver
Algo sempre me puxará para o chão
Como uma fruta saborosa
A qual ninguém nunca provou
Há qual o tempo fez-se envelhecer
E a gravidade a suga para a realidade
Somos bactérias comendo bactérias
Somos evoluídos? Talvez!
Mas em que sentido?
E se eu estivesse a procurar um cais
Sinto que ele estaria sempre no horizonte
Na eterna linha do horizonte
Por que a gravidade me suga para a realidade
E se a realidade não for como para cada um ela se apresenta como seria?
Não, não pertenço a nada.
Não estive em lugar algum
Porque a memória dos meus dias se apagará
E eu
Estarei para o mundo
Come ele (o mundo) está para o irreal...
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Anônimo e o que sei mais...
Passei pela vida sem nenhum Alardi
não tive meu nome gritado pelas massas
nem venderam camisas com meu rosto
nenhuma homenagem, nenhum sacrifício
e me dou por satisfeito.
estive em lugares, ninguém se lembra
fiz coisas que até mesmo esqueci
e da magoa dos meus dias inertis ficam estes versos
putrefados, nefastos e sombrios
me dou por satisfeito
pois permaneci enquanto estive
me dou por satisfeito
pois estive e sonhei permanecer
embora não haja possibilidade.
dançei a dança dos loucos
e a valsa dos desesperados
e estive alheio ao lado negativo da vida
pois a glorifiquei
Passei pela vida sem nenhum Alardi
mas a glorifiquei.
não tive meu nome gritado pelas massas
nem venderam camisas com meu rosto
nenhuma homenagem, nenhum sacrifício
e me dou por satisfeito.
estive em lugares, ninguém se lembra
fiz coisas que até mesmo esqueci
e da magoa dos meus dias inertis ficam estes versos
putrefados, nefastos e sombrios
me dou por satisfeito
pois permaneci enquanto estive
me dou por satisfeito
pois estive e sonhei permanecer
embora não haja possibilidade.
dançei a dança dos loucos
e a valsa dos desesperados
e estive alheio ao lado negativo da vida
pois a glorifiquei
Passei pela vida sem nenhum Alardi
mas a glorifiquei.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
estou sentado na cadeira
trancado entre quatro paredes
e um teto que me impede de voar
para baixo, do chão não posso passar
só minha mente pode me levar a algum lugar
porque tudo o que vejo me provaram ser ilusão
só imagens retorçidas, distorçidas
copias imperfeitas do mundo intelgível
com minhas senções determinando o que é real
mesmo quando me provam que do sencível não existe realidade!
trancado entre quatro paredes
e um teto que me impede de voar
para baixo, do chão não posso passar
só minha mente pode me levar a algum lugar
porque tudo o que vejo me provaram ser ilusão
só imagens retorçidas, distorçidas
copias imperfeitas do mundo intelgível
com minhas senções determinando o que é real
mesmo quando me provam que do sencível não existe realidade!
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
O caminho da porta
Se quiser ser feliz
Se verdadeiramente desejas encontrar paz de espírito
Esquece-te da religião e da ciência
Concentra tua vida no presente
E renegue qualquer possibilidade de transcendência
Porque na religião você vai procurar Deus
Mas ele não vai estar lá
E não poderá ser feliz na ciência
Porque eternamente estará se reformulando
E nem mesmo a ciência pode dizer o que é a verdade
A religião é um labirinto sem paredes
E a ciência um labirinto sem chão
Talvez por terem sido desenvolvidas pelos homens
Da forma que foram desenvolvidas
Para min, atingiram alto grau de abstração.
Mas eu não quero ser feliz
Não posso ser feliz
Porque sou parte de tudo
E tudo está em decadência
E mesmo que não queira vou junto com tudo
Pois sei, sou parte do absoluto.
Se verdadeiramente desejas encontrar paz de espírito
Esquece-te da religião e da ciência
Concentra tua vida no presente
E renegue qualquer possibilidade de transcendência
Porque na religião você vai procurar Deus
Mas ele não vai estar lá
E não poderá ser feliz na ciência
Porque eternamente estará se reformulando
E nem mesmo a ciência pode dizer o que é a verdade
A religião é um labirinto sem paredes
E a ciência um labirinto sem chão
Talvez por terem sido desenvolvidas pelos homens
Da forma que foram desenvolvidas
Para min, atingiram alto grau de abstração.
Mas eu não quero ser feliz
Não posso ser feliz
Porque sou parte de tudo
E tudo está em decadência
E mesmo que não queira vou junto com tudo
Pois sei, sou parte do absoluto.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
sou o próprio fogo
Mas o que é a resistência se não morrer pelos ideais?
Sentir o gosto amargo e já experimentado, e uma sensação de que tudo é sonho e de que realmente fazemos parte de tudo.
Com os sentidos a entorpecer meu corpo, por estarem aguçados ao extremo, como se uma orquestra toca-se uma linda canção, sinto o bafo quente da loucura tocar meu corpo e provocar-me a sensação de que estou no inferno.
Com meu corpo ardente em chamas
Sento minha carne decompor-se em miséria
Respiro, e o ar que chega a meu pulmão é como se fossem lâminas de fogo, rajadas telepáticas do inconcebível.
O fogo transcende meu corpo
Sinto tocar minha essência de forma diferente
Vem gelado de encontro a minha Psyqué
E sinto que meu corpo esta dormente
Mas este já não me interessa
Porque o fogo queima tudo
E os que observam não vêem cinzas nem fumaça
Porque agora já sou o próprio fogo
Sentir o gosto amargo e já experimentado, e uma sensação de que tudo é sonho e de que realmente fazemos parte de tudo.
Com os sentidos a entorpecer meu corpo, por estarem aguçados ao extremo, como se uma orquestra toca-se uma linda canção, sinto o bafo quente da loucura tocar meu corpo e provocar-me a sensação de que estou no inferno.
Com meu corpo ardente em chamas
Sento minha carne decompor-se em miséria
Respiro, e o ar que chega a meu pulmão é como se fossem lâminas de fogo, rajadas telepáticas do inconcebível.
O fogo transcende meu corpo
Sinto tocar minha essência de forma diferente
Vem gelado de encontro a minha Psyqué
E sinto que meu corpo esta dormente
Mas este já não me interessa
Porque o fogo queima tudo
E os que observam não vêem cinzas nem fumaça
Porque agora já sou o próprio fogo
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Sonhando em meio ao pesadelo
O remoço é como se tivesse ingerido uma dose de veneno
Um embrulho no estomago, essa ânsia de vomitar.
O veneno come a carne e o remoço vai de encontro aos sentimentos
Fazendo-os contorcerem-se como germes à beira da morte
E as dores desses sentimentos fazem aflorar antigos demônios que se julgavam mortos.
Mortos pela embriaguez do dia.
Hoje um antigo demônio veio me visitar em forma de sonho, ou pesadelo.
Fez-me parecer idiota, pois me causou remoço.
E eu não deveria sentir-me assim
Talvez tenha absorvido sentimentos alheio
De um demônio passageiro
De uma vida passageira
Não vejo lógica nisso tudo, porque o remoço não é meu.
Mas o fato é esse
E eu com essa velha mania de contestar os fatos
Talvez seja isso que me cause remoço...
Um embrulho no estomago, essa ânsia de vomitar.
O veneno come a carne e o remoço vai de encontro aos sentimentos
Fazendo-os contorcerem-se como germes à beira da morte
E as dores desses sentimentos fazem aflorar antigos demônios que se julgavam mortos.
Mortos pela embriaguez do dia.
Hoje um antigo demônio veio me visitar em forma de sonho, ou pesadelo.
Fez-me parecer idiota, pois me causou remoço.
E eu não deveria sentir-me assim
Talvez tenha absorvido sentimentos alheio
De um demônio passageiro
De uma vida passageira
Não vejo lógica nisso tudo, porque o remoço não é meu.
Mas o fato é esse
E eu com essa velha mania de contestar os fatos
Talvez seja isso que me cause remoço...
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