quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Criador e criatura
Sim.
O mundo gira a meu redor.
Meus sonhos se confrangem em segredo.
Só eu os sei!
Agora sou um sentimento.
Uma angustia real, que de tão real me faço por inteiro.
Compramos uma história.
E nela compomos um final feliz.
Mas não consultamos os personagens.
Sem direito algum exigimos que fossem felizes.
Mas eles ganharam vida própria.
E agora o céu não é mais possível.
Pois anedotas paralelas figuram nossos desejos.
E dançamos em blocos carnavalescos como os antigos umbandas saciavam sua cede.
Sim.
Tornaram-se mais reais que nós mesmos.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Quando a derrota eminente se aproxima em passos lentos, no horizonte crepuscular, com o olhar umedecido e o coração em flagelos, respiramos o ar putrefato que se aproxima, não há mais volta. Entramos numa batalha sem armas, abrimos o peito como se fosse o escudo, estufamos força no nosso ponto fraco. Porém, só a coragem não contra-golpeia, só à vontade não contra-golpeia!
Ontem quando o horizonte apresentava como uma possibilidade de mudança, éramos quase felizes, corríamos feito crianças, tínhamos a garganta mais pura e o som mais Agudo podias produzir, e eram gritos estridentes. Agora tudo quer se emudecer, envelhecemos cedo de mais, tornamo-nos adultos infantis, porém um Grave profundo se apoderou do som da nossa voz, e agora vivemos como se estivéssemos no fundo de um poço tapado, falamos mas ninguém entende! Falta-lhes os motivos para que entendam.
Só o que me resta é brincar de ser poeta vou sucumbindo lentamente ao encontro da derrota com a cabeça erguida por saber do tamanho da minha existência, e da minha insignificância diante do por vir... 06/12/2011
SEMIÓTICA DESSES DESEJOS
Mundo velho e cheio de repetições.
Estou farto de ti.
Deixai o teu ego para traz.
Permita-te viver na arte, esqueces os limites psico-orgânicos.
Penetrai num além de ti.
Abandonai os pressupostos de uma existência fadada ao fracasso.
Vai para além da utilidade.
Entrai no acaso dos acontecimentos sem se limitar-te.
E perdo-ai-nos afina cada um tem o inconsciente que merece.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
A-Deus Fé!
A-Deus Fé!
A ilusão acenou-me em câmera lenta
Com uma nostalgia a embrulhar-me o estomago
E eu tive que crescer
Tive que ganhar dinheiro vendendo o meu tempo, e sacrificando as únicas coisas que me pertencem
Estou perdido, já não posso voltar
Pois a ilusão viajou para onde a rota do pensamento não pode seguir, está inacessível
Como é triste a beleza da vida
Que é trocar o que não se tem pelo que se quer ter
Queria trazer a ilusa junto ao peito
Viver, comprar, orar, pagar e esperar
Ser como os outros e não aceitar o contrário
Queria ser demasiadamente humano como os vejo
A ilusão ao despedir-se volveu a cabeça
Como quem espera ser seguido
Num movimento lento e sem som
E eu despedacei-me em idéias
As rajadas telepáticas do inconcebível
Que eu desfigurei num ser só meu
E tornei-me homem
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Metáforas de um caos silêncioso
METÁFORAS DE UM CAOS SILÊNCIOSO
Um raio de luz por entre as brechas
Fixo os olhos na claridade
Ela não pode mais me ferir
Ela não pode mais me ferir
Degusto o sabor amargo da ultima quimera
Com calma e com pressa
ascendo minhas ultimas velas
Auto-exílio metaforico e agora é o que me resta, como em fim de festa!
Muita claridade me ofusca
pouco brilho não reluz
muita claridade me assusta
pouco brilho me conduz
Auto-exílio metaforico e agora é o que me resta, como em fim de festa!
Um raio de luz por entre as brechas
Fixo os olhos na claridade
Ela não pode mais me ferir
Ela não pode mais me ferir
Degusto o sabor amargo da ultima quimera
Com calma e com pressa
ascendo minhas ultimas velas
Auto-exílio metaforico e agora é o que me resta, como em fim de festa!
Muita claridade me ofusca
pouco brilho não reluz
muita claridade me assusta
pouco brilho me conduz
Auto-exílio metaforico e agora é o que me resta, como em fim de festa!
sexta-feira, 23 de julho de 2010
considerações a mim mesmo
Sou uma pedra escondida no campo
Espero a lâmina fria e afiada do ceifador
Ela vem uniforme a decapitar as flores que teimam em brotar
Só querem espinhos e pastos
Eles querem alimentar a besta que comanda
Não permitem que a beleza aflore nesse campo
Querem o campo, mas não querem as flores
Porque as flores atraem outros seres
Pois os seres podem espalhar os polens
E as flores podem tomar o campo
Por isso o ceifador trabalha ininterruptamente
Ainda não posso correr de encontro à lâmina
Minha natureza não me permite, pois sou uma pedra
Eu já fui flor e não temi a lâmina
O espírito da produção me requisitou
E me convidou a ser pedra
As pedras segam a lâmina
Podem chegar a quebrá-la
Eu estou no campo de batalha
Outras pedras estão comigo
Espalhadas como minas terrestres
Digo às flores que resistam
Elas são a beleza do campo
Não se preocupem com a lâmina
Se preocupem com o campo
Às vezes flores querem ser pedras
Pois a lâmina não resistiria
Mas eu digo ás flores que sejam flores
Não podemos provocar o desequilíbrio
O campo precisa de todos
Quando a lâmina chegar eu vou esta pronto
Ou eu a sego e fico intacto
Ou a sego e me despedaço!
Espero a lâmina fria e afiada do ceifador
Ela vem uniforme a decapitar as flores que teimam em brotar
Só querem espinhos e pastos
Eles querem alimentar a besta que comanda
Não permitem que a beleza aflore nesse campo
Querem o campo, mas não querem as flores
Porque as flores atraem outros seres
Pois os seres podem espalhar os polens
E as flores podem tomar o campo
Por isso o ceifador trabalha ininterruptamente
Ainda não posso correr de encontro à lâmina
Minha natureza não me permite, pois sou uma pedra
Eu já fui flor e não temi a lâmina
O espírito da produção me requisitou
E me convidou a ser pedra
As pedras segam a lâmina
Podem chegar a quebrá-la
Eu estou no campo de batalha
Outras pedras estão comigo
Espalhadas como minas terrestres
Digo às flores que resistam
Elas são a beleza do campo
Não se preocupem com a lâmina
Se preocupem com o campo
Às vezes flores querem ser pedras
Pois a lâmina não resistiria
Mas eu digo ás flores que sejam flores
Não podemos provocar o desequilíbrio
O campo precisa de todos
Quando a lâmina chegar eu vou esta pronto
Ou eu a sego e fico intacto
Ou a sego e me despedaço!
sábado, 22 de maio de 2010
Nostalgias da cruz
Na epistemologia dos meus versos
concateno os paradoxos dos quais me fazem o que sou
eu qu sonhei e amei
que assim como todos passei pela vida sem a ter em minhas mãos
ah, que delícia da conciência da finitude
enquanto assisto um pequeno erro do ego humano...
Nostalgias da Cruz
assisto o espetáculo do Deus crucificado
e me delicio com o saboroso gosto do castigo.
Castigo para educar
persuadir
evitar.
Nada mais demasiadamente humano
e ao mesmo tempo divinamente humano!
concateno os paradoxos dos quais me fazem o que sou
eu qu sonhei e amei
que assim como todos passei pela vida sem a ter em minhas mãos
ah, que delícia da conciência da finitude
enquanto assisto um pequeno erro do ego humano...
Nostalgias da Cruz
assisto o espetáculo do Deus crucificado
e me delicio com o saboroso gosto do castigo.
Castigo para educar
persuadir
evitar.
Nada mais demasiadamente humano
e ao mesmo tempo divinamente humano!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
01-10-2010
Eu desmaterializo a realidade em forma de pensamento
Não invento, não modifico o real, aceito as coisas como elas são.
Talvez por ter consciência de que elas não dependem de min eu me dê por satisfeito
Quando se apagarem todos os vestígios da minha existência e o “eu” subjetivo não mais existir, as coisas continuarão a ser o que são. REAL.
O que há não tem nenhuma relação de dependência com o que sou
Porque o que sou é apenas como o que há se apresenta a min
E nessa dissonância do que há com o que sou é que me perco de imediato e não preencho essa lacuna.
Mas ao menos não transcendo, não tenho idéia de perfeição no sentido convencional da palavra.
A finitude sim, essa é perfeita.
O bom e o mau são perfeitos, exatamente por serem o que há.
E o bem e o mal são invenções, daqueles que negaram a beleza do sol e hipotetizaram um astro transcendental.
Eu não escolhi hipotetizar seres Supra-sensíveis.
Aceito as coisas como são
Não invento
Apenas desmaterializo o real em forma de pensamento!
Não invento, não modifico o real, aceito as coisas como elas são.
Talvez por ter consciência de que elas não dependem de min eu me dê por satisfeito
Quando se apagarem todos os vestígios da minha existência e o “eu” subjetivo não mais existir, as coisas continuarão a ser o que são. REAL.
O que há não tem nenhuma relação de dependência com o que sou
Porque o que sou é apenas como o que há se apresenta a min
E nessa dissonância do que há com o que sou é que me perco de imediato e não preencho essa lacuna.
Mas ao menos não transcendo, não tenho idéia de perfeição no sentido convencional da palavra.
A finitude sim, essa é perfeita.
O bom e o mau são perfeitos, exatamente por serem o que há.
E o bem e o mal são invenções, daqueles que negaram a beleza do sol e hipotetizaram um astro transcendental.
Eu não escolhi hipotetizar seres Supra-sensíveis.
Aceito as coisas como são
Não invento
Apenas desmaterializo o real em forma de pensamento!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
O Sono dos Deuses (com empatia)
Dormes à beira da calçada
Enquanto os vermes comem tua carne e vão de encontro às víceras
Se tens forme dorme
Quem sabe sonhas com um banquete à altura da tua fome
Defunto a qual as chagas putrefam às esperanças
E do qual a dor se assemelha a de um soldado da I grande guerra
Queres morfina? Não temos morfina!
Deixai teu corpo produzir o anestésico
Liberando de acordo com a dor que sentis
Mas dorme
Num sono não tão profundo quanto o do Deus que te deram
A única coisa que te deram no mundo
Dorme com o sono dos incontestados
Com a fome dos não saciados
E com a dor dos não encontrados
A tua única esperança é não acordar
Porque vivis às avessas
Pois a realidade é o teu pesadelo
E o teu maior sonho é não enlouquecer, quando não é um prato de comida.
Nas alucinações vê bichos que querem te comer
Mas te acalmes ainda não estas louco!
É que a dor e a fome trabalham em comunhão
A sugar os últimos instantes da tua vida
Dormes à beira da causada
Sujeito sem nome
Mas isso não é o pior
Nada é tão desumano quanto não ter rosto
Nem te lembras a última vez que te olharam nos olhos
Faz tempo, nem quem te olhou se lembra!
É que sem família e lar ninguém tem identidade
E sem terno somos todos invisíveis
Dorme defunto social
Dorme de encontro à morte
A sociedade te cobra isso
Mas não ficas a fazer entulho nas causadas
Por que amanhã tem outro
Enquanto os deuses dormem!
Enquanto os vermes comem tua carne e vão de encontro às víceras
Se tens forme dorme
Quem sabe sonhas com um banquete à altura da tua fome
Defunto a qual as chagas putrefam às esperanças
E do qual a dor se assemelha a de um soldado da I grande guerra
Queres morfina? Não temos morfina!
Deixai teu corpo produzir o anestésico
Liberando de acordo com a dor que sentis
Mas dorme
Num sono não tão profundo quanto o do Deus que te deram
A única coisa que te deram no mundo
Dorme com o sono dos incontestados
Com a fome dos não saciados
E com a dor dos não encontrados
A tua única esperança é não acordar
Porque vivis às avessas
Pois a realidade é o teu pesadelo
E o teu maior sonho é não enlouquecer, quando não é um prato de comida.
Nas alucinações vê bichos que querem te comer
Mas te acalmes ainda não estas louco!
É que a dor e a fome trabalham em comunhão
A sugar os últimos instantes da tua vida
Dormes à beira da causada
Sujeito sem nome
Mas isso não é o pior
Nada é tão desumano quanto não ter rosto
Nem te lembras a última vez que te olharam nos olhos
Faz tempo, nem quem te olhou se lembra!
É que sem família e lar ninguém tem identidade
E sem terno somos todos invisíveis
Dorme defunto social
Dorme de encontro à morte
A sociedade te cobra isso
Mas não ficas a fazer entulho nas causadas
Por que amanhã tem outro
Enquanto os deuses dormem!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Seção extraordinária
Parasitas camuflam sua realidade
Estou de frente á câmara dos vereadores
Lá dentro, vermes se contorcem num exercício dialético ilusório.
Apenas mais um dia
Discursos.
Eles, a elite de uma sociedade decadente.
Frutos do sujeito da consciência
E eu sou somente um poeta sem pátria
Sem valor
Sem voz
O que é a poesia para uma sociedade?
Não existe poesia numa sociedade
Porque a sociedade só existe no campo dos valores
Sejam estes; financeiros, morais ou pseudo éticos.
Estou de frente á câmara dos vereadores
Lá dentro, vermes se contorcem num exercício dialético ilusório.
Apenas mais um dia
Discursos.
Eles, a elite de uma sociedade decadente.
Frutos do sujeito da consciência
E eu sou somente um poeta sem pátria
Sem valor
Sem voz
O que é a poesia para uma sociedade?
Não existe poesia numa sociedade
Porque a sociedade só existe no campo dos valores
Sejam estes; financeiros, morais ou pseudo éticos.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Alethéia
O mar vermelho não é vermelho
e o pão de açucar não é doçe
a liberdade não é uma estatua
nem tem mortos no mar morto
Não tem paz na terra santa
veja que contradição!
pois de verdade e de mentira
assim caminha toda nasção
Os ESTADOS nunca foram UNIDOS
cada um com sua lei
a justiça nunca foi justa
não vai para o ceú quem é Gay
porto rico vive em miséria
e a cidade maravilhosa é uma favela
é que a verdade é uma mentira muito bem contada
e a razão uma loucura puramente disfarçada
e o pão de açucar não é doçe
a liberdade não é uma estatua
nem tem mortos no mar morto
Não tem paz na terra santa
veja que contradição!
pois de verdade e de mentira
assim caminha toda nasção
Os ESTADOS nunca foram UNIDOS
cada um com sua lei
a justiça nunca foi justa
não vai para o ceú quem é Gay
porto rico vive em miséria
e a cidade maravilhosa é uma favela
é que a verdade é uma mentira muito bem contada
e a razão uma loucura puramente disfarçada
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Carrego aqui comigo
Todos os sonhos do mundo
das pretenções mais grandiosas
às vontades displicentes de um inseguro
todas em medida de excesso
desejos acometidos de loucura
e sopros de sanidade matura
e é um desejo dívino
enquanto falsos seres abitam em minha vida
eu asceno da minha janela, enquanto acisto a dança cosmicade Xiva.
Todos os sonhos do mundo
das pretenções mais grandiosas
às vontades displicentes de um inseguro
todas em medida de excesso
desejos acometidos de loucura
e sopros de sanidade matura
e é um desejo dívino
enquanto falsos seres abitam em minha vida
eu asceno da minha janela, enquanto acisto a dança cosmicade Xiva.
Causa e efeito
Medo crescendo sozinho é o frio sombrio que invade o meu ser
Carnifiçina geral controlada de uma mente macabra que me faz sofrer
Vento soprado sinistro é o fogo é o mito que me faz tremer
Vida inspiro e suspiro um instinto infinito do mais bem querer
Morte uma fiel certeza é dor é beleza faz todos temer
Sangue artéria aberta jorrando com pressa esvazia o viver
Grito de dor e pavor mais não sou ator minha dor todos vê
Faço presente o infinito sei é subjetivo não é me enalteçer
Amo o sombrio e infinito desejo antigo de conheçer
Tudo entre o céu e a terra, entre a bela e a fera é meu jeito de ser...
Carnifiçina geral controlada de uma mente macabra que me faz sofrer
Vento soprado sinistro é o fogo é o mito que me faz tremer
Vida inspiro e suspiro um instinto infinito do mais bem querer
Morte uma fiel certeza é dor é beleza faz todos temer
Sangue artéria aberta jorrando com pressa esvazia o viver
Grito de dor e pavor mais não sou ator minha dor todos vê
Faço presente o infinito sei é subjetivo não é me enalteçer
Amo o sombrio e infinito desejo antigo de conheçer
Tudo entre o céu e a terra, entre a bela e a fera é meu jeito de ser...
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
do sorriso inerente
Eu sorri
Mesmo quando o mundo me mandou chorar
Alguns dos meus atos que muitos julgaram insanos
Julgo tê-los feito na mais pura sanidade
E eu parei
Quando o mundo me mandou correr e não olhar para traz
Parei e refleti sobre o que havia feito e o que não deverei deixar de fazer
E eu chorei
Não quando o mundo me mandou
Mas quando tive vontade
Chorei por motivos que fazem os outros rir
Como pelo bêbado desequilibrado e sem família a cair pelas causadas
Como pelo louco que corre em disparada anunciando o fim do mundo e se choca frente ao carro
Sorri, parei, chorei e menti
Pois havia inventado uma vida inexistente
Eu, mais uma marionete.
Tentando quebrar as cordas do ventríloquo
Tentando sorrir, parar, chorar e o que mais me venha de vontade sozinho...
Mesmo quando o mundo me mandou chorar
Alguns dos meus atos que muitos julgaram insanos
Julgo tê-los feito na mais pura sanidade
E eu parei
Quando o mundo me mandou correr e não olhar para traz
Parei e refleti sobre o que havia feito e o que não deverei deixar de fazer
E eu chorei
Não quando o mundo me mandou
Mas quando tive vontade
Chorei por motivos que fazem os outros rir
Como pelo bêbado desequilibrado e sem família a cair pelas causadas
Como pelo louco que corre em disparada anunciando o fim do mundo e se choca frente ao carro
Sorri, parei, chorei e menti
Pois havia inventado uma vida inexistente
Eu, mais uma marionete.
Tentando quebrar as cordas do ventríloquo
Tentando sorrir, parar, chorar e o que mais me venha de vontade sozinho...
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
UM SOPRO PARA A VIDA OU UM LAPSO DE MEMÓRIA PARA O INCONÇIÊNTE
UM SOPRO PARA A VIDA
OU UM LAPSO DE MEMÓRIA PARA O INCONÇIÊNTE
A vida
O perfeito equilíbrio entre forças Opostas
Nem para mais, nem para menos
Não é um sonho de fim de sono, nem em tempo exato
Não é a soma do tempo, mas sim a exatidão do momento
Tudo que se vive permaneçe no ser
Não existe passado ou futuro, somente o presente,
a vida é o breve intervalo no tempo.
Longe de pretensões lógicas
Longe de pretensões morais
Por que a vida é imoral quando se ousa prolonga-la.
Não se vive pouco ou muito
Somente o necessário
O momento perfeito, vivído por um ser imperfeito,
o momento sublime, sonhado pelos deuses que nunca terão
E eis que há aqui o encontro entre Deus e a vida.
Não são os homens que invejam a eternidade de Deus
Deus que inveja a Vida-Momento dos homens
A certeza da morte é tão intensa quanto a de que exista
alguma força a rejer o universo.
Negamos até o último instante
Negamos haver morte até sermos tocados pelo beijo frio
Negamos haver qualquer coisa que fuja ao nosso controle.
OU UM LAPSO DE MEMÓRIA PARA O INCONÇIÊNTE
A vida
O perfeito equilíbrio entre forças Opostas
Nem para mais, nem para menos
Não é um sonho de fim de sono, nem em tempo exato
Não é a soma do tempo, mas sim a exatidão do momento
Tudo que se vive permaneçe no ser
Não existe passado ou futuro, somente o presente,
a vida é o breve intervalo no tempo.
Longe de pretensões lógicas
Longe de pretensões morais
Por que a vida é imoral quando se ousa prolonga-la.
Não se vive pouco ou muito
Somente o necessário
O momento perfeito, vivído por um ser imperfeito,
o momento sublime, sonhado pelos deuses que nunca terão
E eis que há aqui o encontro entre Deus e a vida.
Não são os homens que invejam a eternidade de Deus
Deus que inveja a Vida-Momento dos homens
A certeza da morte é tão intensa quanto a de que exista
alguma força a rejer o universo.
Negamos até o último instante
Negamos haver morte até sermos tocados pelo beijo frio
Negamos haver qualquer coisa que fuja ao nosso controle.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
24/01/09
24/01/09
Não, não pertenço a nada.
Não estive em lugar algum
Sou antes a ânsia de nunca ter tido
Um porto com cais e ancora
Porque aqui não habitam Naus
E não há rios do tamanho do oceano
Nem nada que flutue comigo
Porque sou muito pesado
Por que levo o peso do mundo há minhas costas
E enquanto aqui estiver
Algo sempre me puxará para o chão
Como uma fruta saborosa
A qual ninguém nunca provou
Há qual o tempo fez-se envelhecer
E a gravidade a suga para a realidade
Somos bactérias comendo bactérias
Somos evoluídos? Talvez!
Mas em que sentido?
E se eu estivesse a procurar um cais
Sinto que ele estaria sempre no horizonte
Na eterna linha do horizonte
Por que a gravidade me suga para a realidade
E se a realidade não for como para cada um ela se apresenta como seria?
Não, não pertenço a nada.
Não estive em lugar algum
Porque a memória dos meus dias se apagará
E eu
Estarei para o mundo
Come ele (o mundo) está para o irreal...
Não, não pertenço a nada.
Não estive em lugar algum
Sou antes a ânsia de nunca ter tido
Um porto com cais e ancora
Porque aqui não habitam Naus
E não há rios do tamanho do oceano
Nem nada que flutue comigo
Porque sou muito pesado
Por que levo o peso do mundo há minhas costas
E enquanto aqui estiver
Algo sempre me puxará para o chão
Como uma fruta saborosa
A qual ninguém nunca provou
Há qual o tempo fez-se envelhecer
E a gravidade a suga para a realidade
Somos bactérias comendo bactérias
Somos evoluídos? Talvez!
Mas em que sentido?
E se eu estivesse a procurar um cais
Sinto que ele estaria sempre no horizonte
Na eterna linha do horizonte
Por que a gravidade me suga para a realidade
E se a realidade não for como para cada um ela se apresenta como seria?
Não, não pertenço a nada.
Não estive em lugar algum
Porque a memória dos meus dias se apagará
E eu
Estarei para o mundo
Come ele (o mundo) está para o irreal...
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Anônimo e o que sei mais...
Passei pela vida sem nenhum Alardi
não tive meu nome gritado pelas massas
nem venderam camisas com meu rosto
nenhuma homenagem, nenhum sacrifício
e me dou por satisfeito.
estive em lugares, ninguém se lembra
fiz coisas que até mesmo esqueci
e da magoa dos meus dias inertis ficam estes versos
putrefados, nefastos e sombrios
me dou por satisfeito
pois permaneci enquanto estive
me dou por satisfeito
pois estive e sonhei permanecer
embora não haja possibilidade.
dançei a dança dos loucos
e a valsa dos desesperados
e estive alheio ao lado negativo da vida
pois a glorifiquei
Passei pela vida sem nenhum Alardi
mas a glorifiquei.
não tive meu nome gritado pelas massas
nem venderam camisas com meu rosto
nenhuma homenagem, nenhum sacrifício
e me dou por satisfeito.
estive em lugares, ninguém se lembra
fiz coisas que até mesmo esqueci
e da magoa dos meus dias inertis ficam estes versos
putrefados, nefastos e sombrios
me dou por satisfeito
pois permaneci enquanto estive
me dou por satisfeito
pois estive e sonhei permanecer
embora não haja possibilidade.
dançei a dança dos loucos
e a valsa dos desesperados
e estive alheio ao lado negativo da vida
pois a glorifiquei
Passei pela vida sem nenhum Alardi
mas a glorifiquei.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
estou sentado na cadeira
trancado entre quatro paredes
e um teto que me impede de voar
para baixo, do chão não posso passar
só minha mente pode me levar a algum lugar
porque tudo o que vejo me provaram ser ilusão
só imagens retorçidas, distorçidas
copias imperfeitas do mundo intelgível
com minhas senções determinando o que é real
mesmo quando me provam que do sencível não existe realidade!
trancado entre quatro paredes
e um teto que me impede de voar
para baixo, do chão não posso passar
só minha mente pode me levar a algum lugar
porque tudo o que vejo me provaram ser ilusão
só imagens retorçidas, distorçidas
copias imperfeitas do mundo intelgível
com minhas senções determinando o que é real
mesmo quando me provam que do sencível não existe realidade!
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
O caminho da porta
Se quiser ser feliz
Se verdadeiramente desejas encontrar paz de espírito
Esquece-te da religião e da ciência
Concentra tua vida no presente
E renegue qualquer possibilidade de transcendência
Porque na religião você vai procurar Deus
Mas ele não vai estar lá
E não poderá ser feliz na ciência
Porque eternamente estará se reformulando
E nem mesmo a ciência pode dizer o que é a verdade
A religião é um labirinto sem paredes
E a ciência um labirinto sem chão
Talvez por terem sido desenvolvidas pelos homens
Da forma que foram desenvolvidas
Para min, atingiram alto grau de abstração.
Mas eu não quero ser feliz
Não posso ser feliz
Porque sou parte de tudo
E tudo está em decadência
E mesmo que não queira vou junto com tudo
Pois sei, sou parte do absoluto.
Se verdadeiramente desejas encontrar paz de espírito
Esquece-te da religião e da ciência
Concentra tua vida no presente
E renegue qualquer possibilidade de transcendência
Porque na religião você vai procurar Deus
Mas ele não vai estar lá
E não poderá ser feliz na ciência
Porque eternamente estará se reformulando
E nem mesmo a ciência pode dizer o que é a verdade
A religião é um labirinto sem paredes
E a ciência um labirinto sem chão
Talvez por terem sido desenvolvidas pelos homens
Da forma que foram desenvolvidas
Para min, atingiram alto grau de abstração.
Mas eu não quero ser feliz
Não posso ser feliz
Porque sou parte de tudo
E tudo está em decadência
E mesmo que não queira vou junto com tudo
Pois sei, sou parte do absoluto.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
sou o próprio fogo
Mas o que é a resistência se não morrer pelos ideais?
Sentir o gosto amargo e já experimentado, e uma sensação de que tudo é sonho e de que realmente fazemos parte de tudo.
Com os sentidos a entorpecer meu corpo, por estarem aguçados ao extremo, como se uma orquestra toca-se uma linda canção, sinto o bafo quente da loucura tocar meu corpo e provocar-me a sensação de que estou no inferno.
Com meu corpo ardente em chamas
Sento minha carne decompor-se em miséria
Respiro, e o ar que chega a meu pulmão é como se fossem lâminas de fogo, rajadas telepáticas do inconcebível.
O fogo transcende meu corpo
Sinto tocar minha essência de forma diferente
Vem gelado de encontro a minha Psyqué
E sinto que meu corpo esta dormente
Mas este já não me interessa
Porque o fogo queima tudo
E os que observam não vêem cinzas nem fumaça
Porque agora já sou o próprio fogo
Sentir o gosto amargo e já experimentado, e uma sensação de que tudo é sonho e de que realmente fazemos parte de tudo.
Com os sentidos a entorpecer meu corpo, por estarem aguçados ao extremo, como se uma orquestra toca-se uma linda canção, sinto o bafo quente da loucura tocar meu corpo e provocar-me a sensação de que estou no inferno.
Com meu corpo ardente em chamas
Sento minha carne decompor-se em miséria
Respiro, e o ar que chega a meu pulmão é como se fossem lâminas de fogo, rajadas telepáticas do inconcebível.
O fogo transcende meu corpo
Sinto tocar minha essência de forma diferente
Vem gelado de encontro a minha Psyqué
E sinto que meu corpo esta dormente
Mas este já não me interessa
Porque o fogo queima tudo
E os que observam não vêem cinzas nem fumaça
Porque agora já sou o próprio fogo
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